INCLUSÃO: TUDO COMEÇA NA FAMÍLIA E NA ESCOLA
Como falar de Inclusão numa sociedade tão exclusiva? Como de repente
deixar para trás, estigmas, preconceitos, estereótipos, tabus,
barreiras, que se perpetuam na História Humana desde a origem do Homem?
Como esquecer subitamente tudo o que a pessoa com deficiência vem
sofrendo no decorrer de suas vidas simplesmente porque o mundo
globalizado e porque não dizer a era contemporânea resolveu adotar nos
seus sistemas educacionais, uma educação inclusiva, uma escola onde
caibam todos os mundos, abrindo as portas para todos?
É
muito fácil traçar modelos, paradigmas, criar novas terminologias,
novas diretrizes e metas quando se está bem distante da realidade de um
sistema educacional que vive no naufrágio, onde todos desejam nos seus
discursos políticos uma educação de qualidade para todos, mas que na
prática não acontece.
Já
se fazem alguns anos passados que grandes encontros, congressos,
seminários e conferências a nível mundial mostraram em seus documentos a
necessidade de incluir pessoas com deficiências no convívio entre os
ditos alunos normais. Isso
portanto não é nenhuma novidade, nenhum algo extraordinário, que venha
causar tanta referência, tanto embaraço por parte ainda de alguns
professores dentro do contexto educacional.
A
Inclusão acontece dentro de cada pessoa. No momento em que nasce um ser
com deficiência e este ser é acatado, aceito, amado lá no momento da
concepção, da gestação, do nascimento, do pós-nascimento, já no seio
familiar inicia o processo inclusivo. Este primeiro momento é o grande momento da inclusão. Todos os outros momentos são conseqüências deste
primeiro momento que é essencial. Isso que se retrata trata-se do
quadro de deficiências congênitas ocasionadas por causas
pré-gestacionais, pré-natais, e perinatais. Sem deixar de enfatizar as
deficiências pós-natais, isto é, adquiridas, que quando surgem, abalam
de tal modo as famílias que indo a procura de ajuda nas Instituições,
chega todo mundo junto, pai, mãe, avô, avó, tio, tia, esposo, esposa,
quando não, até o animal de estimação da casa. Fica repleta de pessoas a
sala do gestor. Muitos casos vitimados por balas perdidas, acidentes de
trânsito, uso indevido de medicamentos, traumas, dentre outros.
Sabe-se
que a figura da mãe é o visível e o invisível deste processo. Porque
sendo a maior educadora de todos os tempos, e o ser deficiente sendo
aceito por ela, a inclusão já brota do útero materno isto é, do mundo
interior para o mundo exterior. Com este primeiro passo, com certeza
acontecerá o fluir de uma chama que se acende na luta pela inclusão
dentro de uma sociedade que exclui, que ameaça, que rejeita, que magoa,
que fere aquela mãe no mais íntimo de suas entranhas para proteger
aquele ser tão inseguro, tão indefeso, que busca calor humano, afeto,
uma escola amiga, de professores amigos, acolhedores, que possam criar
laços de amizade e de afetividade com seu filho, para acontecer o
processo de ensino e de aprendizagem.
¹ Mestrado em Educação Especial. Especialização em Educação Especial e Deficiência Mental. Especialização em Administração Escolar e Especialização em Deficiência Visual, Auditiva, Mental e Múltiplas.
Por Luiza de Marilac Batista de Carvalho
Ei amiga, ainda não tinha visitado seu bog, mas hoje descobri o site fuçando o seu fec.
ResponderExcluirParabéns, está bem elaborado e informatizado, continue atualizando.
Beijos.
obrigado socorro! Vc contribuiu muito para isso! copie umas fotos do seu orkut pra fazer umas atividades! saudades e ver se volta logo pro seu lugar, estamos todos com muitas saudades.
ResponderExcluir